Biografia

Por Kataóka

Virgin Steele – História Parte 1

Representantes legítimos do True Metal, o Virgin Steele é uma banda “cult”, vinda dos Estados Unidos, detentora de uma brilhante discografia, que lhes rendeu o título da “banda mais injustiçada da história do heavy metal”, dizer que esse é um presente de grego seria um trocadilho infame.

O som do Virgin Steele não é de fácil assimilação, já que a banda misturou de maneira única, Heavy Metal Tradicional e Hard Rock(sendo rotulados por muitos como Power Metal), acrescente a isso doses cavalares de arranjos melódicos e passagens sinfônicas, e mais recentemente, progressivas, e como se não bastasse, tudo isso em um clima épico.

Existe realmente essa banda?Sim, e o “pior” é que o som da banda é apaixonante.

Nas palavras do seu líder auto-intitulado “Martelo de Zeus”, David DeFeis:

“Nós nascemos para desafiar, nós nascemos para atender ao chamado de nosso próprio coração e voz. No meio de toda a mediocridade pela qual passa o rock, nós nos mantemos como uma Fortaleza, uma solidificação, um abrigo para a razão do que nós consideramos ser a Verdadeira fé no METAL.”

Mais instigante e simbólico impossível.

Em meados de 1981, uma dos mais brilhantes e talentosos músicos da história do heavy metal, responde a um anúncio em um jornal, que era a respeito da necessidade de um vocalista.O anuncio tinha sido colocado pelo guitarrista e fundador do Virgin Steele,Jack Starr, e foi respondido pelo jovem David DeFeis.

Jack já contava com o baterista Joey Ayvazian, e  o primeiro ensaio com DeFeis foi na sua própria casa, onde ele e tocou teclado e cantou Led,Purple e Rainbow.

Na mesma hora DeFeis se juntou a banda, e ainda sugeriu o baixista, seu amigo Joe O’Reilly.

Com essa formação gravaram “CHILDREN OF THE STORM”, que depois de ser enviada pela banda para todo tipo de publicação destinada a rock pesado, foi inclusa em uma coletânea de Heavy Metal americana.

Com isso a popularidade da banda ascendeu, e é lançado o álbum de estréia,e em 1982 sai o “Virgin Steele 1”, que mesclava heavy metal tradicional e hard rock, e ainda que timidamente(comparado ao que a banda faria posteriormente), em um clima épico.

David fazia os arranjos, e Jack entrava com as “guitarras matadoras”.

Com ótimas resenhas em revistas como KERRANG e METAL FORCES, no mesmo ano a banda assina com a “MUSIC FOR NATIONS” , abrindo shows do MOTORHEAD, KROKUS, RIOT, THE RODS e MANOWAR.

Em 1983, é lançado o segundo disco, ‘GUARDIANS OF THE FLAME, e posteriormente um E.P, “”Wait For The Night”, (“A Cry In The Night” na versão inglesa).O segundo disco do Virgin Steele se tornou um clássico, com hinos como Don’t Say Goodbye (tonight), Life Of Crime, e Guardians Of The Flame.

Mas na medida que a popularidade da banda aumentava, as coisas não iam bem entre DeFeis e Starr.As opiniões sobre o rumo musical que a banda deveria tomar estavam se chocando.

A coisa ficou insustentável, quando no asso seguinte ao lançamento de segundo disco, Jack começa as gravações do seu disco solo(no qual teve participação de DeFeis).Enquanto isso, a banda vinha ensaiando com o guitarrista e também amigo de DeFeis,Edward Pursino.Em seguida, Jack desiste de ficar com o nome Virgin Steele, e apoiado pela banda (que agora tinha Pursino no lugar de Starr), dá continuação a sua carreira solo.

Em 1986, a nova formação do Virgin Steele lança outro clássico, dessa vez, ainda mais pomposo e épico: ‘NOBLE SAVAGE, e consegue o feito de lançar um disco tão bom quanto “Guardians Of The Flame”.

Faixas como “We Rule The Night”, Noble Savage e Don’t Close Your Eyes, fizeram desse disco um dos preferidos de DeFeis, e de boa parte dos fãs da banda, além de ter vendido mais que seus antecessores, além de ter sido lançado em quase todos países do mundo.

Além das turnês pelos Estados Unidos e Canadá, a banda finalmente atinge o tão merecido sucesso na Europa, tendo com ápice a turnê de abertura para o Manowar, que em termos de qualidade das apresentações e afinidade entre as bandas, pode ser comparada aos gloriosos shows da turnê Judas Priest/Accept.

No alto de seu sucesso, a banda assina com o selo SPV, e os problemas começariam…

Em 1988, o Virgin Steele lança “Age Of Consent”, que talvez seja o melhor lançamento da banda até hoje.Praticamente todas as músicas do disco são clássicas, com destaque para o grande hino “The Burning Of Rome (cry For Pompeii)”.O disco tem uma forte presença do Hard Rock americano, o heavy metal tradicional que não foi esquecido com a saída de Starr, aliado a atmosfera épica já característica da banda.

Joe estava doente e não participou da maioria das gravações, e por pressão do empresário da banda, ele deixa o Virgin Steele em 1992.

O Virgin Steele ainda se mantinha forte nas turnês, mas o manager da banda tinha abalado a sua carreira financeiramente e espiritualmente.Vários problemas legais e dores de cabeça fizeram com que as gravações do próximo disco só começassem em 1992.

(Fim da Parte 1)

Virgin Steele – História Parte 2

Em 1993 Rob De Martino foi escolhido como o novo baixista e a banda assinou com a Shark, finalmente o Virgin Steele estava de volta com “Life Among The Ruins” um álbum com influências de hard rock à lá Whitesnake. Um ano depois o som de “Noble Savage” se repete em “The Marriage Of Heaven And Hell part I “para a alegria dos fãs de metal. Um álbum de metal épico recheado de passagens melódicas e influências sinfônicas, com tendências progressivas bastante marcadas. Virgin Steele voltou a tocar na Europa abrindo para Manowar e Uriah Heep. No final de 1995 a segunda parte do disco foi lançada, seguindo a mesma linha da primeira parte.

Em 1998 é lançado o álbum “Invictus” bastante elogiado pela crítica e pelos fãs.

(Continua…)

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